visualizar registo
Num.Automática:* 21
Titulo:* Riscos de Infecção
Texto

Risco de infecção

Como não se transmite o VIH :

O VIH faz parte dos agentes patogénicos de difícil transmissão. O vírus é muito sensível e não é viável fora do corpo humano em condições do quotidiano. As medidas de higiene habituais em sua casa ou no hospital são suficientes para o neutralizar. O VIH foi detectado na urina, nos excrementos, na saliva, na transpiração e nas lágrimas, contudo em quantidade insuficiente para provocar uma contaminação. Não existe nenhum caso conhecido no mundo de infecção através destes fluidos.

É por isso que não há perigo de contaminação no caso de:

– aperto de mãos, abraços, carinhos, carícias,

– tosse ou espirros,

– utilização do mesmo assento, copo ou talheres,

– utilização das casas de banho ou saunas,

– colaboração e coabitação com pessoas que tenham VIH/SIDA,

– apoio ou tratamentos a pessoas infectadas com o VIH/SIDA.

Muitos estudos examinaram lares onde pessoas seropositivas e seronegativas coabitavam apesar do contacto próximo e da vida quotidiana, nenhuma infecção foi constatada.

Não existe perigo que no quotidiano um pai infectado com SIDA infecte o seu filho ou que uma criança seropositiva infecte os seus colegas.

O VIH também não é transmissível por um abraço. Nenhuma infecção deste tipo foi constatada no mundo.

Frequentemente as picadas de agulhas utilizadas por pessoas que injectam drogas provocam inquietação no que diz respeito a uma eventual infecção pelo VIH, sobretudo quando isso acontece a crianças. Até ao momento, não foi declarado nenhum caso de infecção desta forma no mundo. Por esta razão não é aconselhado nestas situações efectuar uma profilaxia pós exposição ao VIH. Contudo, em caso de se ser picado por uma agulha, é aconselhado consultar um médico rapidamente, porque o risco de estar infectado pelo vírus da hepatite B ou o vírus da hepatite C é grande.

* A hepatite B ou a hepatite C são inflamações do fígado causadas por infecções virais (cf. Hepatites).

Para as pessoas que trabalham na área da saúde, são válidos os seguintes princípios: o que protege da hepatite B protege igualmente do VIH e consequentemente da SIDA, porque o VIH é nitidamente de mais difícil transmissão que o vírus da hepatite B.

Como se transmite o VIH

Estudos numerosos sobre as infecções pelo VIH esclarecem as situações que levam a uma infecção pelo VIH. Contudo, é difícil de explicar as razões da transmissão: muitas questões ligadas ao processo exacto da transmissão continuam ainda sem resposta até aos nossos dias.

Transmissão sexual

O VIH é transmitido frequentemente aquando de uma relação sexual sem preservativo.

No ano de 2007, foram notificadas 320 novas infecções pelo VIH em Portugal das quais , 275 eram homens e 145 eram mulheres, destes casos cerca de 72% deveram a transmissão sexual em heterossexuais e 8% dos casos em transmissão sexual entre homens que tiveram relações sexuais desprotegidas com outros homens, em suma cerca de 70% destas novas infecções, ou seja, 224, devem-se a relações sexuais não protegidas.

– Uma relação anal não protegida é a prática mais arriscada no que diz respeito à infecção pelo VIH/SIDA para os dois parceiros.

– As relações vaginais não protegidas são consideradas como o segundo factor de risco. Contrariamente as ideias preconcebidas, os homens seronegativos que tenham uma relação sexual com uma mulher seropositiva têm um risco de infecção menor que no caso contrário, isto é, no caso de uma mulher seronegativa que tenha relações com um homem seropositivo.

Em caso de relação não protegida anal, ou vaginal, existe um risco de transmissão mesmo sem ejaculação. Basta o contacto das mucosas genitais para haver uma infecção.

– Relação oral: a felação, sexo oral, existe risco adicional quando existe contacto com a boca com esperma ou sangue menstrual do parceiro ou parceira.

A Transmissão e o Consumo de Drogas

As pessoas que injectam drogas correm um grande risco de se infectarem se a seringa que utilizarem já tiver sido usada por outra pessoa. Neste caso, o sangue contaminado pode penetrar directamente na corrente sanguínea, através de algumas gotas de sangue que tenham ficado na seringa. Da mesma forma existe risco se se partilhar o material de injecção (colheres, filtros, compressas, caricas…). Esta é também uma das formas de se infectar com o vírus da hepatite B ou C.

47% dos casos de infecção pelo VIH/SIDA notificados até 2007, devem-se aos riscos corridos durante o consumo de drogas.

Transmissão Mãe-filho

As crianças das mulheres seropositivas podem ficar infectadas durante a gravidez, o parto ou o aleitamento.

A taxa de transmissão depende sobretudo do estado de saúde da mãe e das medidas de prevenção adoptadas. Sem nenhuma medida médica especial, o risco de infecção é mais elevado, mas caso se respeitem as condições médicas propostas a taxa de transmissão baixa praticamente a 0% (<1%): destas condições fazem parte a toma de medicamentos antiretrovirais durante a gravidez, o nascimento recorrendo à cesariana antes das contracções e não amamentar a criança, apesar da medicação que também esta tomará após o nascimento. Por esta razão é tão importante que as mulheres em início de gravidez façam um teste de despistagem do VIH/SIDA.

Apesar da taxa de casos notificados de transmissão mãe-filho em Portugal ser de 0,6% até Dezembro de 2007, nos países onde as medidas mencionadas não são respeitadas, esta é uma das vias de transmissão muito frequente.

Sangue e Derivados

Para evitar que o VIH seja transmitido durante uma transfusão de sangue, todas as dádivas de sangue são testadas em Portugal desde 1996. Embora se trate de um teste seguro, existe um risco mínimo (de 1 em 600.000), devido ao período janela: tempo que decorre entre a eventual infecção do dador e da formação de anticorpos que sejam detectáveis ou a presença de um número de cópias do vírus suficiente para o teste.

Actualmente, as pessoas que sofrem de hemofilia (hemofílicos) não correm risco de contrair VIH através do concentrado de plasma necessário à sua sobrevivência. Graças a procedimentos bem definidos e a testes, os produtos derivados de sangue deste tipo são hoje mais seguros no que diz respeito ao VIH.
Página:* Riscos de Infecção – VIH_SIDA_RISCOS_INFECCAO