Um estudo apresentado na 15ª Conferência Europeia sobre SIDA, conclui que há evidência de que a maioria das pessoas migrantes que vivem com VIH na Europa, diagnosticadas há menos de cinco anos, provavelmente infectaram-se com VIH no país para onde migraram e não no país de origem.

As conclusões são do estudo aMASE (Advancing Migrant Access to Health Services in Europe), que incluiu 2 249 migrantes de noves países europeus.

Muitas pessoas não sabem ao certo onde contraíram a infeção pelo VIH. Durante a aplicação do questionário, inquiriu-se os participantes sobre onde e quando foram diagnosticados, quais os comportamentos de risco para o VIH antes e depois do processo de migração e se autorizavam os investigadores do estudo a contactar os hospitais onde tinham sido diagnosticados e a conduzir uma entrevista independente com o médico que confirmou o diagnóstico e provável data de infeção.

Os investigadores concluíram que mais pessoas tinham infeção pelo VIH documentada ou com uma data provável de aquisição da infeção após migrarem para a Europa (ou dentro da Europa) do que aqueles que tinham uma infeção pelo VIH documentada ou com uma data provável de infeção antes de iniciarem o processo de migração.

Um problema importante foi que numa grande minoria de pessoas, cerca de 48% no caso da população originária da África subsaariana, não se conseguiu estabelecer uma data. Contudo, os resultados são impressionantes: no grupo dos homens que têm sexo com homens, em particular, a grande maioria infetou-se no país de acolhimento.

Débora Álvarez del Arco, durante a apresentação dos dados, afirmou à audiência que estes demonstravam que as pessoas da Europa Ocidental e América Latina e Caraíbas tinham maior probabilidade de se infetarem após o processo de migração, tal como os homens que têm sexo com homens. A oradora e a audiência da conferência apelaram à realização de mais estudos sobre a população migrante vulnerável à infeção pelo VIH nos países de acolhimento.

(Fonte: NAM – disponível em http://www.aidsmap.com . Tradução para português disponibilizada pelo GAT)

Materiais informativos do estudo aMASE. Consulte o site www.amase.eu

Materiais informativos do estudo aMASE. Consulte o site www.amase.eu

Comments are closed.