Os homens jovens que participaram, num estudo sobre profilaxia pré-exposição (PrEP) tiveram uma pequena diminuição da densidade mineral óssea após iniciarem Truvada de acordo, com as conclusões apresentadas esta semana.

A massa óssea atinge geralmente um pico na idade adulta – por volta dos 20 anos – e diminui gradualmente. Os investigadores observaram que o pico da massa óssea é um fator preditivo importante no risco futuro de fratura.

O tenofovir disoproxil fumarato (Viread®, também presente na combinação Truvada®, Atripla®, Eviplera® e Stribild®) é amplamente utilizado no tratamento da infeção pelo VIH. O tenofovir é geralmente seguro e bem tolerado, mas é conhecido por causar pequenas perdas de densidade óssea após o início da toma.

O Truvada® (combinação de tenofovir e emtricitabina) é muito utilizado na prevenção do VIH como PrEP para pessoas seronegativas para o VIH. O estudo iPrEx demonstrou que a toma diária de Truvada® reduziu o risco de adquirir a infeção pelo VIH até 92% nos homens gay com níveis do fármaco no sangue.

Kathleen Mulligan, oradora da EACS 2015. Fotografia de Liz Highleyman, hivandhepatitis.com

Kathleen Mulligan, oradora da EACS 2015. Fotografia de Liz Highleyman, hivandhepatitis.com

Esta nova investigação observou as mudanças da densidade mineral óssea nos participantes de um estudo sobre PrEP nos EUA. O estudo aberto demonstrativo investigava a segurança e a fiabilidade da PrEP em 200 homens gay, com uma média de idades de 18-22 anos.

Os investigadores reportaram que a diminuição da densidade mineral óssea foi observada em homens que tinham níveis protetores de tenofovir contra o VIH no sangue. A contrastar, nos homens que tinham níveis indetetáveis do fármaco no sangue a densidade óssea aumentou, tal como esperado nesta idade.

( Fonte: NAM –  disponível em  http://www.aidsmap.com . Tradução para português disponibilizada pelo GAT)

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