Jens Lundgren, orador da EACS 2015. Fotografia de Liz Highleyman, hivandhepatitis.com

Jens Lundgren, orador da EACS 2015. Fotografia de Liz Highleyman, hivandhepatitis.com

A controvérsia de longa data sobre quando iniciar a terapuetica antirretroviral (TAR) já foi definitivamente respondida, mas a segurança do medicamento ainda não é um capitulo fechado na área do VIH.

No início deste ano, o estudo START concluiu que as pessoas que iniciavam TAR imediatamente após o diagnóstico de infeção pelo VIH tinham um risco menor de doença ou morte comparado com as pessoas que adiavam o tratamento até que a contagem de células CD4 descesse para 350/mm3. Estas conclusões começam já a ter um efeito prático. As últimas orientações terapêuticas sobre a infeção pelo VIH da Organização Mundial de Saúde e um número crescente de orientações nacionais recomendam agora que todas as pessoas diagnosticadas devem iniciar o tratamento independentemente da contagem de células CD4.

Contudo, existem ainda assuntos por resolver, incluindo a ausência de conhecimento sobre os efeitos do uso da medicação a longo prazo. Os investigadores vão continuar a acompanhar as pessoas que participaram no estudo START, pelo menos durante dois anos, esperando-se que o seguimento possa ser mantido nos próximos cinco a dez anos – para perceber melhor os resultados a longo prazo.

Outros estudos observaram um aumento do risco de doença cardiovascular e cancros entre pessoas que vivem com VIH, e o estudo START concluiu um risco superior de doença não definidora de SIDA e morte entre as pessoas que tinham carga viral elevada e que não estavam sob tratamento.

A acompanhar todas estas questões científicas sem resposta, há ainda questões políticas que precisam de ser trabalhadas para assegurar que o tratamento antirretroviral está disponível para todas as pessoas que vivem com VIH no mundo.

( Fonte: NAM – disponível em http://www.aidsmap.com . Tradução para português disponibilizada pelo GAT)

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