No final de 2007, contavam-se no mundo cerca de 32.2 milhões de pessoas infectadas pelo VIH/Sida, das quais 30,8 milhões eram adultos e 2,5 milhões crianças com menos de 15 anos. No que diz respeito aos adultos, o número de homens e mulheres infectados é muito semelhante.

As pessoas infectadas pelo VIH vivem*:

na África Subsariana 22,5 milhões
nas Caraíbas
23.000
na Ásia
4,9 milhões
na América do Norte e Europa Central 2,1 milhões
na América Latina
1,6 milhões
na Europa do Leste e Ásia Central
1,6 milhões
no Norte de África e no Médio Oriente
380.000
na Austrália e Nova Zelândia
75.000

*percentagem da população adulta (15-49 anos) da região.

A 31 de Dezembro de 2007, encontram-se notificados 32 491 casos de infecção VIH / SIDA nos diferentes estadios de infecção. A análise, segundo os principais aspectos epidemiológicos, clínicos e virológicos é apresentada, neste documento, separadamente, para cada estadio da infecção, por corresponder a situações distintas. Como elemento comum a todos os estadios, verifica-se que o maior número de casos notificados (“casos acumulados”) corresponde a infecção em indivíduos referindo consumo de drogas por via endovenosa ou “toxicodependentes”, constituindo 43,9% (14 252 / 32 491) de todas as notificações, reflectindo a tendência inicial da epidemia no País.

O número de casos associados à infecção por transmissão sexual (heterossexual) representa o segundo grupo com 38,8% dos registos e a transmissão sexual (homossexual masculina) apresenta 12,0% dos casos; as restantes formas de transmissão correspondem a 5,3% do total. Os casos notificados de infecção VIH/SIDA, que referem como forma provável de infecção a transmissão sexual (heterossexual), apresentam uma tendência evolutiva crescente. No segundo semestre de 2007, a categoria de transmissão “heterossexual” regista 57,2% dos casos notificados (PA, Sintomáticos não-SIDA e SIDA).

O total acumulado de casos de SIDA em 31 de Dezembro de 2007, era de 14195, dos quais 463 causados pelo vírus VIH2 e 189 casos que referem infecção associada aos vírus VIH1 e VIH2. Em 84 casos de SIDA, o tipo de vírus da imunodeficiência humana ainda não nos foi comunicado, obedecendo no entanto estes casos aos critérios de classificação. Os casos de SIDA apresentam a confirmação do padrão epidemiológico registado anualmente desde 2000. Verifica-se um aumento proporcional do número de casos de transmissão heterossexual e consequente diminuição (proporcional) dos casos associados à toxicodependência.

Os “ Portadores assintomáticos” são predominantemente jovens com mais de 20 anos e indivíduos até aos 39 anos, constituindo o maior número de casos notificados (71,6%) neste grupo. Constatamos o elevado número de casos de infecção VIH assintomáticos, associados principalmente a duas categorias de transmissão: “heterossexuais” representando 42,1% do total de PA notificados, bem como “toxicodependentes” (41,9%). Contudo, analisando os anos 1999-2006, verificamos que o padrão da tendência temporal nos casos assintomáticos regista flutuações da tendência observada, resultante do facto da categoria de transmissão “heterossexual” apresentar valores percentuais diversos entre 1999-2006, em relação ao total de casos notificados em cada ano, enquanto os “toxicodependentes” confirmam a tendência proporcional decrescente.

Os casos sintomáticos não-SIDA (“Complexo Relacionado com SIDA”, na designação clássica) constituem um grupo com menor número de casos, cujas características epidemiológicas, em relação aos principais parâmetros, seguem o padrão epidemiológico anterior. Neste grupo, 40,6% correspondem a casos na categoria de transmissão heterossexual e 38,1% a indivíduos “toxicodependentes”.

Infecção VIH/SIDA – A Situação em Portugal 31 de Dezembro de 2007, CVEDT, INSRJ.

Actualmente, mais de 20 milhões de pessoas morreram por causa da SIDA, só no ano de 2006 contabilizaram-se 2,9 milhões de mortes.

Para mais informações sobre dados epidemiológicos consulte o site da ONUSIDA: www.unaids.org/en/