Como o VIH enfraquece o sistema imunitário?

O sistema imunitário tem por missão neutralizar os agentes patogénicos, bactérias, fungos, parasitas e vírus, que se encontram no corpo. O VIH enfraquece o sistema imunitário contaminando os linfócitos T (também conhecidos como CD4) e propaga-se entre eles. Estes têm como função conduzir as outras células do sistema imunitário para organizar a defesa contra os agentes patogénicos. O VIH utiliza estes linfócitos como células hospedeiras, assim que o VIH entra no sangue produz-se uma reacção de defesa os anti-corpos que se formam durante essa reacção não podem contudo entrar nas células hospedeiras infectadas é por isso que os vírus existentes não podem ser eliminados. Um pequeno número de linfócitos T ou CD4 contaminados é directamente destruído pelo vírus. Outros mecanismos podem conduzir a reacções de defesa limitadas e mal dirigidas que reduzem assim fortemente o número de linfócitos T ou CD4, quanto menos CD4 houverem mais o sistema imunitário fica enfraquecido. Em caso de enfraquecimento avançado das defesas podem aparecer infecções oportunistas ou cancros. As infecções oportunistas são doenças causadas por agentes patogénicos que provocam algum desgaste quando se apresentam no sistema imunitário intacto. Assim, esses agentes podem explorar as deficiências do sistema imunitário para se multiplicarem livremente, a toxicoplasmose é um exemplo típico: o agente patogénico (t oxoplasma gondii) é frequentemente contraído durante a infância ou a adolescência por intermédio de excrementos de gatos. Grande parte da população portuguesa está infectada e é portadora deste agente patogénico. Normalmente a infecção desenvolve-se sem problemas particulares e sem efeitos nocivos. Ela pode portanto tornar-se numa doença em pessoas com o sistema imunitário deficiente. Quando se tem uma toxicoplasmose formam-se abcessos no cérebro que causam paralisias ou convulsões epilépticas. No entanto é importante que os portadores de VIH não se assustem com uma gripe. Mesmo o sistema imunitário enfraquecido pode ainda desenvencilhar-se de um bom número de agentes patogénicos.

Como se desenvolve uma infecção pelo VIH?

As infecções pelo VIH desenvolvem-se de forma diferente de um indivíduo para o outro. Podem aparecer doenças mas não obrigatoriamente. E, entre cada doença, pode haver um espaço muito grande de tempo sem qualquer tipo de outra doença. Mesmo uma deficiência imunitária bastante grande pode seguir o seu curso sem qualquer sintoma particular até o aparecimento de doenças mais graves. Pode-se verificar em que medida o VIH se está a propagar e a deteriorar o sistema imunitário medindo a carga viral (o número de vírus por mililitro no sangue): quanto mais a carga viral estiver alta, mais rapidamente o sistema imunitário está a ser destruído. O número de CD4, medido por mililitro de sangue dá informações sobre o estado do sistema imunitário: quanto menos numerosos são os CD4, mais marcada é a deficiência imunitária.

As primeiras semanas.

Logo após a contaminação por VIH, o vírus propaga-se temporariamente muito rápido. Num numero de pessoas até agora desconhecido, vemos aparecer nas primeiras semanas de infecção sintomas que podem assemelhar-se aos da gripe que, depois de uma a duas semanas, acabam por desaparecer (infecção primária). Muitas pessoas nem sequer reparam nestes sintomas. Em todas as pessoas infectadas dá-se uma reacção de defesa na qual se formam anticorpos contra o VIH. Estes podem ser detectados após 12 semanas seguintes à infecção.

Fase sem sintoma:

Passada esta primeira fase, a infecção VIH desenvolve-se sem se manifestar, isto é sem que nenhum sintoma apareça. Esta fase pode durar alguns meses, ou até muitos anos. Assim o vírus continua a propagar-se e logo a deteriorar o sistema imunitário.

Fase com sintomas de ordem geral:

Podem aparecer sintomas a qualquer momento. Estes apresentam-se na maioria das vezes sob uma forma geral por exemplo sob a forma de gânglios linfáticos inchados em diversos sítios (sobre as axilas e nas virilhas), suores nocturnos ou diarreias persistentes. Os sintomas que podem aparecer durante o desenvolvimento da infecção são em si, não específicos, isto é, que se podem dar igualmente no caso de numerosas outras doenças. Só o médico pode detectar se se trata de uma deficiência imunitária ou não.

Problemas de imunidade graves:

Se alguma doença aparecer causada por uma deficiência imunitária grave causada pelo VIH então apelidamo-la de SIDA. É por isso que estas doenças são consideradas como definidoras de SIDA. Entre elas estão a pnemosisteles carini (PCP), (uma forma de pneumonia), a toxicoplasmose cerebral ou doenças infecciosas de outros órgão como uma contaminação do esófago por contaminação por fungos como a cândida ou candidiase. Infecções virais como o herpes simplex ou herpes zoster podem igualmente levar a infecções mais tgraves. A maioria dos tumores ligados à SIDA são cancros de origem viral como o sarcoma de Karposi (um cancro da pele), o cancro do útero, bem como linfomas malignos (tumores graves do sistema imunitário). O VIH pode deteriorar células do sistema nervoso central e periférico. Durante o desenvolvimento da infecção por VIH podem surgir problemas de eficiência do cérebro ou mesmo de poliverites inflamatórias. Entretanto diferentes medicamentos foram introduzidos para lutar contra o VIH e as infecções oportunistas, algumas vezes com muito sucesso. Para saber mais confira terapias combinadas.


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